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terça-feira, 11 de junho de 2013

TEXTO DE MARAH MENDS: O olho que nada vê.


O olho que nada vê.

Tenho dó. É... eu tenho dó
Dó dos que se atiram em todos os braços
Dos camuflados de anjo com caráter de trapo
Dos que buscam em qualquer abraço
O enlace sincero que nunca terá.
É... deprimente! Eu tenho dó!

Tenho dó dos egoístas; dos ingratos,
Dos que não se valorizam e não valorizam
Dos sanguessugas de gente.
Dos amargos, dos covardes
E do que acham que amor se compra com presentes caros,
Meia dúzia de palavras fajutas
E uma cara puta na fuça.
É... eu tenho dó. Tenho dó dos carapuças.

Tenho dó dos que trocam verdades por ilusões.
Dos que não respeitam a própria família.
Dos que não reconhecem quem ajudou quando mais precisou
E dos que se deixam levar pela migalha oferecida
Na curva crua da esquina.
É... eu tenho dó.


Dó tenho também,
Dos que se tornaram aquilo que queriam ser
Passando por cima da própria moral,
Deixando a essência no meio do caminho.
Puta dó... puta dó.

Tenho dó do ré sem mi fa sol lá si
Si... si fudeu!
É...si fudeu, meu chapa!

Porque na lei do mundo,
Não basta derrubar.
Tem que cuspir.
É... eu tenho dó... só tenho... dó.
Dos que assim, tocam a vida.

Texto de Marah Mends