Seguidores

sábado, 22 de abril de 2017

Tempos Imemoráveis - Marah Mends


MAIO 2017 - SARAU POESIA É DA HORA EM SÃO MATEUS



A vibe foi tãão boa que vamos repetir a dose!
Sarau Poesia é da hora, 58ª edição no C.A São Mateus!

Bora?
Habeas mic!
Dia 12/05 (Sexta) das 14h às 16h

Chegando na humildade
Com poesia e cultura
Fazer sarau com alegria
Junto com o povo de rua.
Aqui sua voz é ouvida
Sua vez é agora
Vamo soltar nosso grito:
Poesia é da hora!

Letra de Henrique José


Lágrimas de Fernanda - Marah Mends


Lágrimas de Fernanda
Fernanda ficou cabreira quando algumas mulheres se aproximaram numa tarde de domingo. Quem são essas? Pleno domingo de Páscoa e elas aqui? Suponho que Fernanda deve ter pensado. Seu cenho franziu imediatamente quando nos viu. As primeiras palavras de Fernanda foram de repulsa e resmungo. Aos poucos, relaxou.
Pelo pouco que contou, a vida a ensinou que é seguro manter-se de cenho cerrado. Quando alguém encosta querendo papo, Fernanda pensa que vão enganá-la, igual da última vez. Como numa teoria da conspiração, para não parecer frágil, fechou o coração.
Fernanda mora na praça da Sé com vista para o chafariz. Há tempos atrás, aquela redondeza era conhecida como O Largo da Forca. Ia para a forca apenas os mais pobres da cidade, claro: As pessoas escravizadas e os que eram julgados bandidos. Naquele lugar houve gritos. Há gritos até hoje. É ali que Fernanda toma seus banhos sempre que dá e quando a repressão não embaça. A opressão ainda faz questão de reprimir os mais pobres. Até seu artesanato a repressão surrupiou.
Fernanda tem muitas histórias da rua e antes das ruas. Conta emocionada sobre sua mãe que era professora, mas já faleceu. Desde então sua vida toda coube dentro de uma barraca de acampamento, onde divide o ambiente com sua companheira.
Num disparo de sabedoria popular disse que se o ser humano não tiver dignidade não tem nada. Dignidade para Fernanda era não matar, não roubar, não prejudicar a ninguém. Para ela isso é demérito! De fato, dignidade está além do significado de um dicionário. Dignidade é algo muito pessoal, muito particular.
Fernanda é resistência dentro de uma sociedade visual. Mesmo aparentando tal dureza, Fernanda chorou quando um grupo de mulheres cantou parabéns, uma semana depois de seu aniversário. Fernanda recebeu uma bolsa com produtos de higiene pessoal, comida, bebida e uma carta escrita para ela.
Na minha insipiência e obviedade pressuponho: Faz tempo que ninguém percebe Fernanda. Pode ser por isso que ela tenha se emocionado.
E a mulher que inicialmente aparentava ser tão dura, num gesto pessoal de catarse... desmoronou. Desmoronou e sorriu um sorriso negro.
O cessar-fogo para o povo de rua nunca cessa. O revólver nunca revolve. É visível a invisibilidade. Muda gestão, muda Ong, muda rua, muda repressão, muda parceiro, muda parceira. Todos mudos... mudos... mudos.
Fernanda é mais uma sobrevivente. Suas lágrimas revelam a dor de uma gente que padece.


Marah Mends
Contato: poesiaedahora@gmail.com


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Amanhã é mês que vem - Marah Mends


PROJETO SUING DE MALOQUEIRO - 1ª EDIÇÃO


Abril de 2017.

Pensa numa noite mucho mucho loca num bar multicultural, com lançamento de livro de resistência, lançamento de camisetas feitas pelo povo de rua, mais o tempero bom dos Poetas do Tietê, a força do mano Erton Morais e o samba da maloca. Tudo isso sendo registrado pelo Nicanor Jacinto da Silva

Pois é... aconteceu no Espaço Cultural Latino Americano (Ecla) na noite do dia 08 de abril.

Essa foi a 1ª edição do projeto Suing de Maloqueiro. Segundo semestre tem mais!

Da hora!

Só agradece todas e todos que somaram e se divertiram!

Realização: Coletivo Poesia é da hora.
Contato: poesiaedahora@gmail.com
Página: https\




Poetas do Tietê


Alcântara Machado


Carlos Henique

Cissa


Mayara e Paulo


Bispoeta

Erton Morais



Elide Nascimento


Jaime Queiroga


Nóis da Rua


Paulo Escobar


Japa



Nath


Isabela e Fabiano

quinta-feira, 6 de abril de 2017

MARAH MENDS LANÇARÁ: O POVO DE RUA RESISTE...


Então... tenho uma novidade boa pra contar...
Meu primeiro livro solo de poesia tá no forno... já já sairá...
tô aceitando convites para lançar em saraus, centros de acolhida, fundação casa, escolas, okupas, feijuca cazamigas, almoço de família, feiras, praças, ruas... etecetera...
Esse livro foi um presente das deusas... nem sei se mereço!
Gratidão a todas as mulheres fortes envolvidas nesse processo de concepção. Tenho sorte por estar cercada por elas:
Mayara Silva de Souza - prefácio.
Cissa Lourenco - texto interno
Ana Carla Petti - texto interno
Cristina Lazaro - texto interno
Cristina Lazaro - texto interno
Maria Rosa - texto interno
Naty - contracapa
Carol Zinha - texto interno
Alcione Gimenes - diagramação/capa


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Sarau Poesia é da hora em São Mateus





57ª edição do sarau Poesia é da hora
"Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda!"
(Mario Sergio Cortella)
Mais um sarau Poesia é da hora aconteceu! Chegamos na zona leste! E foi lindo, lindo, lindo!
Fomos recebidos com muito carinho e respeito pelos funcionários e pelo povo de rua do Centro de Acolhida São Mateus. A energia foi contagiante, muita gente participou com leitura de poesia, poesia autoral, música e resistência!
Agradecemos imensamente a todas e todos que participaram e colaboraram para que essa tarde fosse uma tarde inesquecível na história do coletivo Poesia é da hora!




















NOTA:
O coletivo Poesia é da hora REPUDIA qualquer tipo de aproximação política partidária ou movimentos políticos que apoiam medidas que prejudicam principalmente o povo de rua e o povo periférico da cidade. Por favor, evitemos esculachos! Não colem no nosso sarau. Vocês NÂO são bem-vindos!
Obrigadis!


O próximo evento é dia 08/04 às 19h no Ecla. Bora?