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terça-feira, 16 de maio de 2017

HISTÓRIAS POR TRÁS DAS POESIAS - ALMEIDA JUNIOR SORRIU



Ano passado em 2016, o coletivo Poesia é da hora organizou e acompanhou passeios culturais mensais para o povo de rua, em diversos pólos artísticos da cidade de São Paulo: Museu do Imigrante, Museu Penitenciário, Memorial da Resistência, Pinacoteca, Museu Judaico, Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural da Caixa, Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural da Juventude, Museu de Arte Sacra entre tantos... Foi mó trampo de resistência, a gente teve dificuldade com o transporte dos grupos, barramos em burocracias de gestões que dizem que “assistem” o povo de rua, o planejamento era um e os imprevistos outros, mas aos poucos fomos nos acertando e superando as adversidades. Foram diversos centros culturais visitados e a cada visita, sensações múltiplas, aprendizagens e até vibes para novos textos.

Eu tenho uma péssima memória para guardar nomes e uma facilidade em detectar sensações. No dia do passeio para a Pinacoteca, fui até o Núcleo Prates, ali no Bom Retiro, para buscar um grupo que ia passear. A gente ia a pé mesmo, conversando, atravessando as calçadas sob os olhares de estranhamento e preconceito. Não dá pra achar isso normal... esse olhar! É dose!

Um senhor que nos acompanhava no grupo, tinha por volta de cinquenta e poucos anos. Ele me contou durante o caminho que estava albergado há mais de seis meses, gostava de pinturas em tela, que já tinha feito curso de desenho e tinha vontade de ver as obras do Almeida Junior... e foi por isso que topou ir pro passeio porque na Pinacoteca tem obra do pintor... Aquilo me despertou algo...
Durante o passeio monitorado que durou em média uma hora e meia, fiquei observando na miúda o olhar daquele senhor quando entrou na Pinacoteca, quando viu as pinturas e quando se deparou com as obras do pintor ituano. 

Aquela cena do encantamento dele mediante a obra que ele dizia que admirava, me inspirou a escrever: Almeida Junior sorriu, que está na página 37 do livro: O povo de rua resiste!

Que hoje haja...



AUTOEXILA - MARAH MENDS


BOLETIM POESIA É DA HORA TODO DOMINGO


WWW.RADIOCANTAREIRA.ORG

sábado, 13 de maio de 2017

58ª edição do sarau Poesia é da hora - C.A São Mateus - maio 2017


 Que sarau bom da gota!
Que energia boa da gota!
Muito muito da hora a vibe lá do Centro de Acolhida São Mateus
O povo de rua resistindo com arte!
Foi louco louco louco de arrepiar!

Teve poesia, música, lançamento de livro, resistência, povo de rua, equipe unida, aniversário, declaração de amor de mana pra mana, sorteio de livros...

Valeu Renata, Janaína, Ketlen, Edmilson, Artur, Eros, Andressa...

















Valeu, escritor Jose Pessoa pela doação dos livros e por ter lançado sua obra e dividido conosco a sua história!
Valeu Urbanista Concreto Germano, sempre fortalecendo!
Valeu Renata, C.A São Mateus que tem recebido o coletivo Poesia é da hora com muito respeito e carinho.
Valeu, Nicanor Jacinto da Silva, Henrique José e todas e todos que nos mandaram aquela vibe boa mas não puderam vir...
Valeu cada uma e cada um que colou e transformou o dia de cada pessoa que ali estava!
O povo de rua resiste!

Próximo sarau será 10/06.

Só agradece!

Histórias por trás das poesias - A culpa é da raça feminina



Em 2014, eu fazia oficina de poesia junto com o povo de rua do Núcleo Barra Funda. Ali, a gente sentava, discutia, brisava ideias, fazia leitura de outros textos, propunha temáticas para a criação das poesias, lia o que escrevia, prestava atenção na ideia do outro. Nessa brincadeira, lançamos três coletâneas artesanais só com textos do povo de rua. Foi massa! Mó troféu!

E foi numa dessas turmas da oficina de poesia que conheci a Amália. Ela sempre tava acompanhada de alguém, mas sozinha de si. Falava pouco e das poucas vezes que falava, os olhos falavam mais que a boca. Sabe aqueles olhos que conversam com você? Eram os dela... e às vezes a sintonia que ela transmitia me deixava triste...

Vi tretas da Amália. Vi a Amália brigar com seu companheiro. Vi a Amália ser xingada. Vi a Amália sorrir, chorar. Vi mina da rua querendo dar porrada na Amália. Vi a Amália grávida. E aqueles olhos da Amália, sempre os mesmos, sempre sozinhos de si. De repente... não vi mais a Amália... ela sumiu. Grávida e sozinha no mundo...

Aqueles encontros na sala da oficina de poesia me inspiraram a escrever: A culpa é da raça feminina, que está na página 21 do livro O povo de rua resiste...

Marah Mends.
 


Por trás das poesias - Lá no cimento


No ano de 2016, a convite do pessoal do Catso (Coletivo autônomo dos trabalhadores sociais), o coletivo Poesia é da hora colou lá na comunidade do "cimento" pra participar de uma ação de filmagens, fotos e registros. A comunidade fica ali no entorno do viaduto Bresser, na Av. Alcântara Machado, perto da escola de samba Unidos da Mooca. O espaço, só pra variar... estava sofrendo ameaças de reintegração de posse por conta da especulação imobiliária... Durante essa ação o padre Júlio também estava presente.

Todos nós ouvimos as histórias das pessoas que ali moram e moravam, que criam e criavam seus filhos, suas famílias. Toda a luta, toda resistência!

O mano da foto é o Geraldo, lembro-me que ele tinha uma habilidade incrível em criar experimentos eletrônicos e fazia carrinho de ficção com material reciclado. Ele dizia que aprendia tudo sozinho... era autodidata. Fiquei com aquilo na cabeça...

Quando cheguei em casa e comecei a rascunhar alguns textos, a história desse mano veio à tona...

Saíram dezesseis versos que estão na página 45 do livro com o título: Lá no cimento. Dezesseis versos não contam toda a trajetória de Geraldo, mas foi uma pincelada afirmativa de que o povo de rua resiste!

Ainda quero entregar pessoalmente esse livro pra ele...

https://www.youtube.com/watch?v=pz1SXaZHR5c

Lançamento do livro: O povo de rua resiste - Okupa Alcântara


Pedindo licença pra chegar na okupa...

O primeiro lançamento tem que ser lá... é um questão de honra! De agradecimento!
De amor e respeito pelo povo que resiste debaixo do viaduto Alcântara Machado.

Esse livro é só um pedacinho de tudo que me ensinaram... de tudo que aprendi com a luta de vocês...

O livro é um apanhado de histórias, vivências, resistências, denúncias, observações e muito amor... transformados em versos, em poesia... Uma poesia que morde, uma poesia que beija, uma poesia que leva e dá na cara. Uma poesia clandestina... De rua. Da rua.

Ao povo da Okupa Alcântara, meu respeito! Meu agradecimento!

26/05/17
Às 19h30
Okupa Alcântara Machado
Av. Alcântara Machado, 888 - debaixo do viaduto Alcântara - Brás.

Marah Mends
O povo de rua resiste!

Boletim Poesia é da hora - Dia das mães


Frases de Marah Mends



Frases de Marah Mends



segunda-feira, 1 de maio de 2017

FRASES DE MARAH MENDS




SARAU URBANISTA CONCRETO FAZ 2 ANOS DE LUTA





Parabéns sarau Urbanista Concreto. Dois anos de luta. Dois anos de glória!
Mó honra estar aí com vocês! Que venham mais dois, quatro, seis... E muitos anos de vida pro sarau!
Poesia é da hora, chapa! Abraçooooo.
By Marah Mends