sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Sarau Poesia é da hora na Casa Florescer - parte 8


o mês em que o projeto Poesia é da hora completou sete anos, nosso presente e nossa festa foi trocar vibes na Casa Florescer, essa Casa que desde sempre nos recebeu com tanto carinho e respeito. Tantas atrações passaram por aqui nesse sábado à tarde. Quanta autonomia nas palavras, nos gestos! E quantas pessoas vindas de todos os cantos da capital, do Estado... compartilhando arte, olhares, vivências e atenção. Acho tão bonito isso, estar aqui e ter a oportunidade de ouvi-lxs, olhá-lxs, senti-lxs nas suas histórias de vida tão cheias de resistência, mutações, desconstruções e aprendizagens. Será que todo mundo é igual mesmo quando sente dor? Será que percebem quando dói na gente isso ou aquilo? Temos tanto que nos melhor ainda, não é? Eu, tu, elas... eles, a sociedade, um todo, a nossa geração, as outras gerações... Seguimos há sete anos, tocando um projeto que a gente acredita e ainda nos faz bater o coração mais forte a cada mês, a cada encontro, a cada abraço dado e recebido. Gratidão é o que nos resta! Ainda bem... Valeu mesmo Casa Florescer e todxs que ali estiveram! E o próximo será dia 23/03 sábado às 11h no C.A Cidade Tiradentes. Até lá. Contato: poesiaedahora@gmail.com

Sarau Poesia é da hora na Casa Florescer - parte 7


Aparecem no vídeo: Nicanor Jacinto, Mc Luther King e Mc Paulí Floki.

Sarau Poesia é da hora na Casa Florescer - parte 6


Aparecem no vídeo: Beto, Mc Paulí Floki, Dani Lakabel

Sarau Poesia é da hora na Casa Florescer - parte 5

Aparecem no vídeo: Amara Amoira, Cia de dança AUPA

Sarau Poesia é da hora - Casa Florescer - parte 4


Aparecem no vídeo: Mães pela Diversidade, Py Sininho Pyetrah

Sarau Poesia é da hora na Casa Florescer - parte 3


Aparecem no vídeo: Safira e Dallas Guebara

Sarau Poesia é da hora na Casa Florescer - parte 2

Aparecem no vídeo: Suzana, ABC dança Flamenca - Santo André

Sarau Poesia é da hora na Casa Florescer (parte 1)

Suzi, Dallas Guebara, Henrique José, Marah Mends

Texto de Py Sininho: Seja Amor e se não der seja respeito

SEJA AMOR E SE NÃO DER SEJA RESPEITO.

Tenha menos preconceito, 
Venha com mais amor no peito
Sinta o verdadeiro Amor, seja muito mais amor.
E se mesmo assim for difícil ser
Não precisa ser perfeito
Se não der pra ser amor que seja pelo menos respeito.
Há quem nasceu pra julgar
É há quem nasceu pra amar
E é tão complicado entender em qual lado a gente está
Que o lado certo é amar!
Amar pra respeitar
Amar para tolerar
Amar para compreender,
Isso já tenho ciência e desde pequeno
Tenho o conhecer
Que ninguém tem o dever de ser igual a você!
O amor meu povo,
O amor é a própria cura, remédio pra qualquer mal.
Cura o amado e quem ama
O diferente e também o igual
Talvez seja essa a verdade
Que é pela a anormalidade que todo amor é normal.
Não é estranho ser negro, estranho é ser racista.
Que julga pela cor e nem se quer conhece ao ser
Não é estranho ser pobre, estranho é ser elitista.
Achar que por ter mais são majestades na vida
O índio não é estranho, estranho é o desmatamento.
Que derruba árvores e fazem surgir extinção 
Sem remorso algum dentro de vosso coração
Estranho é ser rico em grana, e pobre em sentimento.
Quando se encontra sozinho, chora e sofre 
E nem sabe o motivo desse tormento
Não é estranho ser gay, estranho é ser homofóbico.
E não entender que não pedem pra ser o que são 
E garanto que se tiver tal opção 
Pelo atual preconceito diriam não 
Nem meu sotaque é estranho, estranho é ser xenofóbico.
E achar que só seu jeito é o correto de existir 
Meu corpo não é estranho, estranho é a escravidão que aprisiona seus olhos na grade de um padrão.
E assim nem sei como ainda consegue viver 
Tendo esse consentimento só por não admirar
O diferente do outro que não está em seu lugar
Minha fé não é estranha, estranho é a acusação, que acusa inclusive quem não tem religião.
Não me importo de você não acreditar 
Mais sofro por ti, pela minha crença julgar
O mundo sim é estranho, com tanta diversidade
Ainda não aprendeu a viver em igualdade.
Entender que nós estamos
Andando a mesma estrada.
Pretos, brancos, coloridos
Em uma só caminhada
Não merece tal divisão por raça, religião
Nem por sotaque
Meus Brothers!
Sejam homem ou mulher
Ou nem um dos dois 
Você só é o que é
Por também ser diferente.
Por isso nessa poesia, que sai aqui do peito
Diz aqui que a diferença nunca foi nenhum defeito.
Aprenda com vontade, que entenderá o fundamento
Eu reforço esse clamor:
Se não der pra ser amor, que seja ao menos respeito!

Um beijo de magia com muito carinho
De quem nasceu Peterson 
Hoje é Pyetrah 
Apelidada de Py Sininho 



Filmes:



*Bohemian Rhapsody
EUA/Reino Unido da Grã-Betanha/Irlanda do Norte.
Drama/Música/Biografia/2018/134'.

Filmãããão daqueles caras que você já conhece.




*Green Book 
EUA
Biografia/Drama/2018/130'

Puta merda que filme lindo e triste da porra!!! Mahershala Ali, interpretando o pianista Don Shirley é fantástico! Já gostava dele no Moonlight...
Dentre tantas cenas, as que mais me travaram a goela foram: quando o motorista e o pianista estão na estrada, o carro quebra e o pianista observa os trabalhadores na lavoura (intenso pra cacetes, leia as entrelinhas) e a outra cena é...  eles estão no carro, chove pra burro e eles começam a discutir, saem do carro e o pianista fala uns baguio que... mano, quem não chorar com o que  ele falou não deve ter um coração no peito! Que filme...!!!

Domingo é dia de boletim Poesia é da hora com Romeyka Pereira


Sintoniza lá:
http://radiocantareira.org


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O demônio do conhecimento - Marah Mends



O demônio do conhecimento

Faltam eufemismos para aliviar o formigamento que vai do dedão do pé, até o último fragmento de cabelo. Os depoimentos contrastantes, os choros inimitáveis e as goelas inchadas de adagas, nada mais são do que o refluxo da lama e do fogo que viraram cerâmica.
Há um emaranhado de sentimentos desconexos nessa bruma, nesse ninho. Por onde anda o seu outro? Neutro? Ou sonâmbulo, sozinho?
As páginas que seguem são de um romance sobre o nada, tão imprestável que não amplia horizonte nenhum. É um engendrado de inventividades acostumadas a serem tomadas quentes em xícaras vazias logo pela manhã. Talvez ainda haja esperança pelo golpe de sorte ou de azar. Mas e se tudo já estiver perdido? E se tudo que acreditou, não for?
Trago péssimas notícias do futuro: Há lágrimas que não caem, mas inundam por dentro.

Marah Mends


Sarau Poesia é da hora na Casa Florescer


Fevereiro 2019.

No mês em que o projeto Poesia é da hora completou sete anos, nosso presente e nossa festa foi trocar vibes na Casa Florescer, essa Casa que desde sempre nos recebeu com tanto carinho e respeito.

Tantas atrações passaram por aqui nesse sábado à tarde. Quanta autonomia nas palavras, nos gestos! E quantas pessoas vindas de todos os cantos da capital, do Estado... compartilhando arte, olhares, vivências e atenção.

Acho tão bonito isso, estar aqui e ter a oportunidade de ouvi-lxs, olhá-lxs, senti-lxs nas suas histórias de vida tão cheias de resistência, mutações, desconstruções e aprendizagens. Será que todo mundo é igual mesmo quando sente dor? Será que percebem quando dói na gente isso ou aquilo? Temos tanto que nos melhor ainda, não é? Eu, tu, elas... eles, a sociedade, um todo, a nossa geração, as outras gerações...

Seguimos há sete anos, tocando um projeto que a gente acredita e ainda nos faz bater o coração mais forte a cada mês, a cada encontro, a cada abraço dado e recebido.

Gratidão é o que nos resta! Ainda bem...
Valeu mesmo Casa Florescer e todxs que ali estiveram!

E o próximo será dia 23/02 sábado às 11h no C.A Cidade Tiradentes. Até lá.

Contato: poesiaedahora@gmail.com



Henrique


Livros doados para serem distribuídos no sarau

Suzi


Dani Araújo

Dallas Guebara

ABC Flamenco - Santo André



Casa Florescer







Mc's Luther King e Paulí;










Amara Amoira

Suzana


Suzana e Beto



Suzi e Amara



Cia de dança AUPA - São Miguel





Pyetrah




Amara Amoira


Mães da Diversidade

Safira









Parceirinhos...